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Pauline Di Paula

Quanto custa patrocinar um artista sertanejo

Não existe tabela. Uma cota de patrocínio em show sertanejo é montada item a item, e duas propostas do mesmo artista podem custar valores muito diferentes conforme o que está incluído. O que move o preço não é a fama: é o público que de fato comparece, o número de datas e o quanto a marca aparece dentro do palco. A pergunta que muda o valor não é “quanto custa”, é “o que exatamente está incluído”.

O resto desta página é o detalhe: o que compõe uma cota, o que empurra o preço para cima e para baixo, e os três erros que fazem uma marca pagar mais e receber menos.


O que compõe a cota

Cota não é um número solto: é a soma de ativações. Cada item abaixo tem preço próprio e se negocia em separado — e é por isso que pedir “o valor da cota” sem abrir os itens quase sempre sai caro.

  • Presença de marca no palco — telão, fundo de palco, testeira. É o mais visível e o mais fácil de medir.
  • Menção do artista — a marca citada no show, pela voz de quem está no palco. Vale mais que qualquer banner, e custa mais.
  • Conteúdo nas redes do artista — posts e stories, com número de entregas escrito. Sem número escrito, não existe.
  • Ativação em campo — estande, distribuição, experiência no local do evento.
  • Uso de imagem — a marca poder usar o artista na própria campanha, fora do evento. É o item mais caro e o mais esquecido, e o que mais gera briga depois.

O que move o preço

  • Público presenteQuantas pessoas estarão no local — não quantas seguem o artista. São números diferentes e o segundo não paga a conta.
  • Número de datasUma data avulsa custa proporcionalmente mais caro que um pacote de temporada.
  • Exclusividade de categoriaSer a única marca do seu ramo no evento tem preço próprio, e costuma valer o que custa.
  • Uso de imagemUsar o artista fora do evento é outro contrato, e é o item que mais encarece uma cota.
  • AntecedênciaQuanto mais perto do evento, menos sobra e pior a posição. Tempo é desconto.

Onde o patrocínio sai mais caro

  • O nome no lugar do público. Um artista grande com público que não é o seu custa caro e entrega pouco — o número que importa não é de seguidores, é quem vai estar lá.
  • A entrega combinada de boca. “Divulgação nas redes” não é entrega: entrega é quantos posts, em que formato, em que data e com que aprovação. O que não está escrito não acontece.
  • O prazo curto. Perto do evento, as cotas boas já saíram e sobra a posição que ninguém escolheu. Antecedência não é organização: é desconto.

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Perguntas frequentes

Patrocínio de show dá nota fiscal?
Depende do que a sua marca recebe em troca. Se a cota inclui um serviço, como um estande no evento, quem vendeu a cota — a empresa do artista ou a produtora — emite a nota desse serviço contra o CNPJ da sua marca; se é só a marca exposta, há prefeitura que manda emitir fatura, e não nota. Antes de pagar, confira o enquadramento com seu contador.
Dá para patrocinar uma data só?
Dá, mas uma data avulsa sai proporcionalmente mais cara que um pacote de temporada. Ela vale a pena quando o show é na sua praça e o público daquela noite é exatamente quem compra de você.
Qual a antecedência mínima para fechar?
O mínimo é o tempo de pôr as entregas no papel, aprovar a arte e produzir o material, e isso raramente cabe em menos de um mês. Quem quer escolher a posição, em vez de ficar com a que sobrou, fecha com dois a três meses de antecedência.
Como eu sei se o público do artista é o meu?
Peça o público presente nas últimas datas e onde elas aconteceram, não o número de seguidores. Se a cidade, o tipo de evento e o perfil de quem vai batem com o seu cliente, o público é seu. Se não batem, nome grande não compensa.

Escrevi isso a partir do que eu vejo nas mesas em que eu sento. Se alguma coisa aqui estiver errada para o seu caso, me escreva — a página é atualizada.